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Um dia para celebrar a leitura infantil!

Mais que celebrar a literatura infantil nacional, dia 18 de abril, considerado o Dia Nacional do Livro Infantil, é uma data para celebrarmos a ação do ler. Tem coisa mais bonita do que crianças ouvindo uma história contada por seus pais, seus avós, seus professores? Um mundo se abre a elas, literalmente!


É fato que só escreve bem quem lê. E lê muito! No entanto, a leitura infantil proporciona benefícios ainda maiores que a boa escrita. Ela permite a imaginação voar, ela agrega conhecimento, incita valores e virtudes, eleva a auto-estima, expande o repertório da criança. Além disso, se a leitura for bem trabalhada na infância, se tornará excelente companheira para muitos momentos na adolescência e na fase adulta do indivíduo!

Portanto, ler para seus filhos, sobrinhos, netos, amigos… é fundamental! Eu diria que é um DEVER de todo adulto responsável por uma criança. E o legal é ler com vontade, com ânimo! O primeiro passo é se entregar à história. Respire fundo, abra a gaveta dos problemas e preocupações, jogue tudo lá dentro, tranque, guarde a chave (ou não… rs) e… viaje com as
crianças pelo mundo encantado das palavras! Os resultados, a curto e longo prazo, serão gratificantes.


DICAS PARA UMA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA ENVOLVENTE


1. É interessante criar um ritual para a hora da história, uma rotina. Aqui em casa desligo a luz do quarto, acendo o abajur, acomodo meu filho na cama e sento ao seu lado. É assim que nos preparamos para  nossa contação diária.

2.  Algumas histórias até precisam ser comentadas ao final, mas a maioria não. Permita à criança trabalhar seu imaginário e tirar suas próprias conclusões. A leitura deve ser prazerosa, acima de tudo. É um momento de lazer, e não precisa nem deve estar sempre acompanhada de uma “moral da história”.

3.  ”A história tem que sensibilizar primeiro o contador para depois conquistar o ouvinte, diz Thiago Domingos, contador de histórias e voluntário do Instituto História Viva. É bacana conhecer a história que será contada, para que o narrador demonstre segurança e encantamento. Essa leitura prévia também é fundamental para filtrar histórias que consideremos não apropriadas aos nossos pequenos.

4. Não alterar as frases nem palavras da história é uma regra sempre destacada nos cursos de contação. Há um porquê daquele texto, da ordem das frases, da escolha das palavras.

Mas… aqui ó… só entre nós, ao pé do ouvido… sinceramente, costumo alterar – com extrema cautela, lógico – trechos de algumas obras que considero um pouco pesadas ou inapropriadas aos valores de minha família. Até mesmo alguns contos do Sítio, que meu filho e eu tanto amamos, caem na minha malha fina às vezes (com todo o respeito ao grande aniversariante do dia de hoje, nosso mestre Monteiro Lobato)!

Em caso de vocabulário incondizente com o conhecimento da criança, leia mesmo assim e aguarde que ela questione os significados das palavras desconhecidas. O uso de gírias e vícios de linguagem (né, aí, então…) está proibido.

5. Vez ou outra, olhe nos olhos da criança ao narrar. Isso será um conector entre vocês, e uma oportunidade de transmitir as emoções da história através do seu olhar. Nós sorrimos e choramos com os olhos. Como lindamente diz Thiago, é bacana promover um escutar e olhar que se traduzem em percepções diversas, fazendo com que todos sintam o frio, o medo, a paz, a felicidade, a fome, as cores, os cheiros e as mais diversas sensações suscitadas pelas histórias que harmonizam, acalmam, despertam sentimentos adormecidos, fortalecem, trazem luzes e alternativas.

6. Lembre-se que mesmo quando a história for lida, a narrativa deve ser tão animada como se estivesse sendo contada! Use e abuse da entonação da voz. A história deve ser cantada e não contada. Deve-se colocar a musicalidade na fala e não contar monocordicamente, explica Thiago. Intercale momentos de volume de voz baixo e um pouco mais alto. Ajuste sua entonação aos ápices da história.

Para a criança pegar no sono, diminuir o volume até chegar ao sussurro é uma santa receita (pelo menos aqui em casa funciona que é uma beleza)!

7. “Usando fantoches, marionetes, máscaras, adereços e instrumentos musicais, o contador movimenta personagens encantados, dá vida à magia dos reis e princesas, à esperteza dos heróis e à sabedoria dos bichos, sugere Thiago.

8. No geral, deixe a criança escolher a história que deseja ouvir. É um momento de lazer, e não didático. O que importa não é a leitura do melhor livro infantil (apesar de ajudar muito!), e sim a diversão. Nessa fase devemos principalmente buscar conquistar esse novo leitorzinho para que ele prossiga no hábito de ler.

 9. Carol Damião, atriz, professora de teatro e contadora de histórias, também nos deu dicas valiosas! ”Crianças bem pequenas gostam de ouvir a mesma história muitas vezes. O que para os pais pode parecer cansativo e desinteressante, para as crianças, dotadas de uma imaginação inesgotável, é uma forma de explorarem seu imaginário, criando, a cada nova descoberta, laços com o livro, com a literatura, até se encantarem tanto ou mais por outra obra e partirem para outra história. Negar a criança a repetição é não deixá-la criar laços. REPITAM, REPITAM, REPITAM AS HISTÓRIAS QUANTAS VEZES ELES DESEJAREM!”, ensina.

10. “Adolescentes também gostam de ouvir histórias, eles apenas se esqueceram disso. O livro que antes era colorido e mágico, agora é um labirinto de letras e eles já não sabem que elas guardam cores, sons, formas, vida. É preciso relembrá-los, reaproximá-los. LEIA COM SEU FILHO, MESMO QUE ELE JÁ SAIBA LER SOZINHO!”, indica a contadora.


“Há diversas maneiras de se contar uma mesma história. 

Não existe certo ou errado, nem melhor ou pior. 
Existe o que funciona e o que não funciona. 
Cada história tem seu universo a ser explorado. 
Descubra. Crie.”
Carol Damião

Carol Damião (caroldamiao@hotmail.com) conta histórias na Livraria Cultura, em Escolas e Eventos e desenvolve o projeto Histórias Extraordinárias, Lei de Incentivo à Leitura, com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura e da Prefeitura de Curitiba.
** O Instituto História Viva (http://historiaviva.org.br/) capacita, treina e gerencia voluntários para se tornarem contadores e ouvidores de histórias.
*** Mesmo que não esteja em seus projetos atuar como voluntário(a) em alguma instituição ou comunidade, um curso de fim de semana de contação de histórias será de grande valia para aprimorar a técnica e trazer mais encantamento à sua família!

★ ★ ★ ★ ★ 

Para comemorar a ocasião, o Fios de Tear lança hoje,
em parceria com a Ponto Pessoal,

o projeto  BOTÕES DE LETRAS!

A cada evento promovido pelo Fios, arrecadamos livros que irão direto para os galhos das árvores. É isso mesmo, eles farão parte de uma biblioteca ao ar livre! Espalharemos os livros em árvores próximas a  escolas e colégios, em locais de grande circulação de crianças.

A árvore que inaugura o projeto está localizada no bairro Boa Vista, na Rua Maria Geronasso do Rosário, próxima a Escola Municipal Professor Ricardo Krieger, ao Colégio Estadual Papa João Paulo I e ao Colégio Curitibano Adventista Boa Vista. Seus “botões” são alguns dos livros doados pelos participantes do 1º encontro do Fios de Tear, realizado no dia 08 de março. Agradeço a todos que doaram esses “botões”, os quais, na medida em que forem sendo abertos, gerarão palavras, que por suas vez gerarão frases, que gerarão parágrafos, que gerarão capítulos, que gerarão livros, que gerarão… bons frutos na cabecinha e no coração de cada pequeno grande leitor!


 

Abrem-se as cortinas!

Aproveitando o clima teatral que se instalou na cidade, vamos conversar um pouquinho sobre peças infantis. Tive a oportunidade de acompanhar meu pequeno à uma das peças da programação do Festival de [Teatro de] Curitiba e, mais uma vez, minha expectativa excedeu a realidade. Um tema ótimo, que poderia ter sido lindamente explorado. No entanto, presenciamos os velhos chavões do teatro infantil: personagens caricatos, falas demasiado infantilizadas, pobres recursos áudio-visuais, sem falar no texto repetitivo e cansativo. Felipe, meu pequeno de 5 anos, sempre com seus comentários perspicazes, soltou várias do tipo “ai mãe, por quê essa mulher não para de dançar e se mexer feito uma doida?”.


Exageros em cena não contribuem na relação entre as crianças e a história. Pelo contrário, irritam, geram estresse e ansiedade (nelas e nos pais). Em entrevista para o Fios de Tear, 
Paulo Vinícius afirma acreditar que o bom teatro é “aquele que se comunica eficientemente com o seu público. Portanto, uma peça de qualidade é aquela que age verdadeiramente e estabelece uma relação sincera com a criança. Os pequenos espectadores não acreditam nos atores que imitam crianças, por exemplo, acham que parecem debilóides”, diz o ator, diretor, cenógrafo, figurinista e professor de teatro, atuante na cena curitibana.

Quando nos preparamos para contar uma história aos nossos filhos, lemos previamente o livro para ter certeza de que aquele enredo condiz com os valores adotados pela família, com a faixa etária da criança e se o vocabulário é adequado ou não. Mas quando vamos ao teatro, como saber se tal peça irá contribuir positivamente para a formação dos nossos pequenos? A dica de Paulo Vinícius é apostar nos artistas reconhecidos. “Acho difícil ter certezas antes de assistir a um espetáculo. Eu mesmo estou cansado de errar e assistir a espetáculos de baixa qualidade. Quando aposto nos artistas que já conheço, normalmente acerto”, diz. Não precisamos tomar isso como regra, afinal podemos ter gratas surpresas ao escolhermos peças de companhias iniciantes ou desconhecidas. Mas é uma boa sugestão!

“Com o tempo, depois de criar o hábito de levar constantemente nossos
filhos ao teatro, aprendemos a reconhecer o trabalho
dos artistas e grupos
que são realmente sérios e que fazem
um trabalho de qualidade.
Reconhecer valor nas manifestações
 
artísticas antes da experiência artística
propriamente dita, é uma
tarefa bastante difícil. Ler a sinopse e analisar a
programação visual do 
espetáculo através dos cartazes, das fotos e dos
anúncios ajudam
 
a entender a proposta de cada trabalho. Mas, às vezes, nos
enganamos com a aparência das coisas. Nem tudo aquilo que 
parece, é.
De qualquer forma, acredito que só a ida ao teatro já vale 
pela
experiência artística. Vale o prazer de ir com frequência e
experimentar sensações únicas que só o teatro pode nos dar.”
Paulo Vinícius


Teatro é lugar de ver. Um palco onde vemos o mundo, onde nos vemos no mundo, onde percebemos o outro e nossa relação com o outro. Por meio da trama que evolui, elaboramos sentimentos e repensamos as posições que assumimos em nosso dia-a-dia. O conflito teatral nos coloca diante de questões humanas que nos geram emoções e reflexões. “O teatro, assim como as demais manifestações artísticas, alimenta e estimula o desenvolvimento da subjetividade da criança. Dessa forma, o contato com a arte da representação, com personagens, músicas, imagens e jogos teatrais são de extrema importância para o desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos”, afirma Paulo Viníciu
s. 

Bertolt Brecht, importante dramaturgo do século XX, dizia que “o teatro não foi feito para ensinar”. E o Fios de Tear complementa: foi feito para vivenciar! Tire proveito dessa relação que o espetáculo infantil proporciona e permita com que o teatro atue diretamente no imaginário infantil do seu filho, desencadeando uma séria de novas proposições para o universo lúdico da criança. Bom espetáculo!

* Paulo Vinícius, do Figurino e Cena, prepara De Volta ao Começo, espetáculo infantil sobre a educação sentimental da criança. O musical estreia dia 14 de junho, no Mini Auditório do Teatro Guaíra. Mais informações aqui no Fios, em breve.
 
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Publicado por em 4 de abril de 2012 em CULTURA, diversão, teatro

 

Começa a maratona…

… que só termina às 0 hora do dia 6 de maio: preparar a festa de aniversário do Fezóca! Se eu fosse uma pessoal “normal”, menos crica e menos sonhadora, contrataria um desses buffets infantis com todos os serviços prontos, não me incomodaria com alimentação, com os brinquedos da festa, com a impressão dos convites, com a seleção das músicas, com as lembrancinhas… com quase nada! Tudo muito prático e… impessoal. Mas eu não sou “normal” – graças a Deus! – e as ideias já estão pirulitando aqui para que, por mais um ano, a festa que celebra a vida do meu filho tenha a carinha dele, a carinha da nossa família!

♥ ♥ ♥

“Happy Birthday to You” nasceu em 1924, adaptado de uma canção de 1875. A versão brasileira, de autoria de Bertha Celeste Homem de Mello, veio ao público em um concurso da Rádio Tupi-RJ, em 1942. O bolo e as velinhas foram herdados dos gregos, que reverenciavam a deusa Artemis colocando velas sobre uma torta que simbolizava a lua cheia. O ritual se perdeu por um tempo mas, dizem pela blogosfera que foi resgatado na Idade Média pelos alemães. Os egípcios e os romanos  tinham o costume de dar presentes aos aniversariantes como forma de afastar os maus espíritos. O queridinho das festas de aniversário, nosso brigadeiro, é brazuca mesmo e surgiu, pasmem, na disputa presidencial de 1945. Algumas eleitoras de um tal brigadeiro Eduardo Gomes criaram o nosso campeão de popularidade tentando conquistar votos através do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, já o brigadeiro Eduardo…

As festas da minha infância, como outra qualquer, tinham tudo isso: “parabéns a você”, bolo, velinhas, brigadeiro… Aconteciam sempre em nossa casa, com toda a minha “pequena” família presente (avós, tios, primarada… até onde contei, 24 tios e 28 primos num apartamento de 60m2). Minha mãe fazia a decoração, cuidava dos docinhos e salgadinhos, entregava pessoalmente os convites, selecionava os discos de vinil que tocavam em nossa vitrola (“passarinho quer dançar, o rabicho balançar, porque acaba de nascer, tchu tchu tchu tchu…”)… meu pai sempre organizando o churrasco e dando o tom da conversa entre os tios, falando besteira e distribuindo risadas! Ah… hoje sei que os preparativos eram a melhor parte da festa! A casa amanhecia naquele clima, a Turma do Balão Mágico tocando na vitrola desde manhãzinha, aquele vai e vem de pai e mãe, aquele corre-corre para organizar tudo antes de os convidados chegarem… e eu e minha irmã brincando na sala, cantando com microfone vestidas com  nossas roupas de festa! Ahhh, que tempo bom!

De lá para cá as festas de aniversário mudaram muito. A cada esquina temos um buffet infantil oferecendo toda a gama de serviços para facilitar a vida dos pais. “Faça sua festa conosco e não se preocupe com nada, terceirize o carinho dos preparativos, elimine esse problema da sua vida, nós faremos tudo por você!” Quanta facilidade, não!? Quase um sonho! Basta os pais chegarem à festa e curtirem o evento como qualquer outro convidado. Após 4 horas cronometradas, todos saem de lá desconfortáveis: surdos, mudos (tiveram de gritar para trocar meia dúzia de palavras) e famintos (o pratinho mixuruca de salgado era reposto em cada mesa a cada longa meia hora). Se não bastasse, entram no carro e escutam a pergunta “pai, mãe, quem era o aniversariante mesmo?” Juro que já escutei essa pergunta. E não podemos nem culpar a falta de atenção ou de memória das crianças, tamanha a impessoalidade desses eventos.

* Generalizei aqui, mas sei que há festas que, mesmo nesses buffets, são preparadas de perto pelos pais, com todo o carinho e dedicação, tá?!

Será que essas festas têm cumprido seu papel? Esses rituais modernos têm celebrado as passagens na vida de nossos filhos? Têm marcado no coraçãozinho deles – e nossos – as fases e idades que não retornarão? Além do bolo (hoje falso, ou como dizem “decorativo”) e do “parabéns a você”, o que restou nessas festas que lembrem aos convidados o motivo de estarem reunidos ali? Posso estar exagerando, mas a minha impressão é que as festas de aniversário se tornaram mais um item de consumo. Já vivemos tão saturados por esse estilo de vida, a regra social do ter, que inserirmos essas datas em nossas “listas de compras” é afundarmos mais um pouco como sociedade.

Uma FESTA DE CELEBRAÇÃO da vida pode dar ainda mais trabalho do que uma super produzida FESTA DE ANIVERSÁRIO. Mas faz muito mais sentido, não faz? “Mesmo que a criança não entenda muito bem o que é aniversário e o que fazem as pessoas que estão com ela em sua festa por ser muito pequena ainda, a família entende e, na interação com a criança, isso será transmitido. A idéia de pertencer a um grupo – o familiar e o dos amigos chegados – se torna mais sólido nessas comemorações. E o pertencimento dá segurança e estimula a auto-estima. Já uma festa de aniversário do tipo descrito até deixa algumas boas lembranças, mas que são efêmeras e semelhantes a qualquer outro dia em que a criança se divertiu também”, afirma Rosely Sayão, educadora, psicóloga e colunista da Folha.

Fica a pergunta com a qual busco
permear minhas ações como mãe:
“que marcas quero deixar em meu filho?”


DICAS para uma FESTA DE CELEBRAÇÃO


BOLO 
– Tenho o maior carinho pela nega maluca de minha vó Dorvina e pelo bolo de cobertura de glacê de minha vó Carmen! E sempre que elas fazem suas “especialidades”, minha infância vem à tona! É uma delícia dupla! Por que não prepararmos um bolo caseiro para nossas festas? Tenho certeza de que os pequenos irão adorar ajudar na cozinha e, literalmente, botar as mãos na massa!

CONVIDADOS– 238 convidados ou uma reunião mais modesta, com pessoas realmente significativas para o aniversariante e sua família?

CONVITES– mais uma vez, as “artes” do aniversariante são muito bem-vindas! Tão bacana convites feitos à mão, pensando em cada convidado… ou uma foto do pequeno com dizeres interessantes também é legal!

PRESENTES - “A festa de aniversário é apenas mais uma oportunidade de ganhar objetos desejados. E os pais, com boas intenções, embarcaram nesse estilo de comemoração. Muitas vezes, inclusive, é a própria criança a pedir esse tipo de festa. É nesse momento que percebemos o quanto elas estão submetidas a um estilo de vida muito pouco infantil”, comenta Rosely Sayão.

Festa de aniversário sem presente não é festa, eu sei. Mas também festa de aniversário com o saldo de 347 presentes para serem abertos depois de os convidados irem embora e amontoados em um baú de brinquedos, é irracional. Adorei a dica do blog O Diário dos 3 Mosqueteiros, que sugere o Presente Social. Ao invés de presentes para o aniversariante, pede-se aos convidados que tragam algum item para doação, como brinquedo mesmo ou material escolar, por exemplo. E depois da festa, a família e o aniversariante levam as doações à instituição ou local escolhido. Troca-se uma montanha de brinquedos que serão usados no máximo meia dúzia de vezes por poucos mas relevantes brinquedos, dados apenas pelos pais e familiares mais próximos. Uma maneira de incentivar a solidariedade e o consumo mais consciente!

SUPERPRODUÇÃO – São lindas as decorações oferecidas pelas casas de festa, mas… e se aliarmos à elas desenhos feitos pelo próprio aniversariante? As mamães mais familiarizadas com tecidos e agulhas também podem incrementar a decoração com bonequinhos de tecido ou com a sacolinha das lembrancinhas.

RECREAÇÃO – Kid Play? Ok… legal… mas… vamos brincar de esconde-esconde, cabra-cega, amarelinha, passa-anel… só pra variar um pouco?

 
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Publicado por em 21 de março de 2012 em amor, brincadeiras, CELEBRAÇÃO, família, festa, INFÂNCIA

 

CONVITE!

Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná para CRIANÇAS!


O projeto “Sinfônica Fora de Série” do Centro Cultural Teatro Guaíra abre espaço para as crianças conhecerem um pouco do trabalho da Orquestra Sinfônica do Paraná com apresentações mensais – sempre nas manhãs de domingo. Para o primeiro concerto, o maestro Osvaldo Ferreira selecionou as obras “O Carnaval dos Animais” de Camille Saint-Saëns, e “Manhã de um Dia de Festa (Iberia)” de Claude Debussy.

Os pianistas Clenice Ortigara e Luiz Guilherme Pozzi participam do concerto acompanhados de um narrador que conduzirá o espetáculo interagindo com o público, explicando e comentando as obras do programa com os músicos e maestro. O objetivo do projeto é a formação de plateia, unindo o universo lúdico infantil a concertos didáticos. 

Assim, o maestro Osvaldo Ferreira aproveita e convida as crianças para irem fantasiadas e levar pequenos instrumentos, artesanais ou não, como reco-reco e chocalho, que podem ser improvisados com garrafa pet, latas com sementes ou pedrinhas. Durante a apresentação elas serão convidadas a tocar com a orquestra.

Serviço
Dia 18 de março (domingo) às 10h30
Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão 
(Rua Conselheiro Laurindo, s/n.º. Centro – Curitiba)
Ingressos: R$ 10,00

* Fonte: http://www.teatroguaira.pr.gov.br/ 

 
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Publicado por em 17 de março de 2012 em CONVITE, CULTURA

 

O Brincar na Rotina da Família

“Brincar é se divertir. É alegria”, Yasmin M. A.

“É felicidade”, Heloisa S.

“É se divertir, se alegrar…”, Lara V.

“Brincar é fazer alegria!”, Ana Clara S. C.

“Brincar é uma atividade de crianças. É paz”, Lívia M. A.

“Brincar é alegria, é diversão, é ficar solto…
Fico mais feliz quando estou brincando”.
Felipe S. C.

 

Será uma atividade só de crianças mesmo, Lívia?! Tenho minhas dúvidas… mas concordo que o brincar seja só alegria mesmo! Até a palavra PAZ surgiu na definição de brincar, em rápida pesquisa realizada com crianças de 5 a 7 anos, estudantes de uma escola particular de Curitiba. E elas estão certas, o brincar traz paz mesmo! Criança que brinca de forma saudável, em um ambiente com estrutura adequada, com recursos estimulantes, orientada por adultos responsáveis, cresce em uma atmosfera de tranqüilidade dentro do seu mundinho do faz de conta. E ali vai fazendo conexões com o “mundo real”, vai se colocando no lugar de outros personagens, em variadas situações. Assim, de forma lúdica, essa criança vai treinando a empatia, tão necessária em nossas relações, e acumulando experiências que a ajudarão a enfrentar mais tarde as situações reais da vida, facilitando suas atitudes frente a possíveis desafios, conflitos e frustrações. Para Vygostsky “é na brincadeira que a criança consegue vencer seus limites e passa a vivenciar experiências que vão além de sua idade e realidade, para que ela desenvolva sua consciência”.

Sabemos que o brincar é, segundo a ONU, um direito da criança. Portanto, estimular a ação do brincar é um dever de educadores e de pais ou responsáveis. Mas essa é uma tarefa de casa fácil para nós? Com toda a bagagem lúdica que carrego, cursos e mais cursos de contação de histórias, palestras e mais palestras sobre educação, muita leitura sobre o assunto e uma criança gigante morando dentro de mim, ainda assim – confesso – muitas vezes tenho dificuldades em me jogar de cabeça no mundinho de faz de conta de meu filho. Por que às vezes é tão difícil brincar quando somos adultos?

De uns tempos para cá venho me perguntando “será que outros pais também sentem a mesma dificuldade? Será que eu preciso mesmo brincar todos os dias com meu filho? Será que brincando sozinho ele poderá atingir os mesmos resultados que teria se estivesse sendo guiado por mim?” É nessa hora que surge a Cuca, a Bruxa Malvada do Oeste e a Madrasta Má da Cinderela jogando toda a culpa do Universo em cima da minha cabeça. Essa malvada da Dona Culpa… que nos acompanha desde o momento em que ganhamos de presente um lindo bebezinho nos braços.

Com essas e outras dúvidas, corri para a casa da minha amiga Andressa Schmidt Campos, psicóloga clínica e escolar, especialista em Terapia Familiar e… professora do meu filho na pré-escola. E a primeira resposta dela foi “a presença dos pais no brincar é essencial, Dani!” Humm… ok. Então como é que a gente faz isso, Andressa? “Primeiro, descarregando os pensamentos e preocupações diárias em uma caixa. Depois da brincadeira você os pega de novo”, explicou. Simples assim!

Vivemos em constante correria. Está cada vez mais difícil nos reunirmos em torno de uma mesa na hora das refeições, acompanharmos nossos filhos em suas atividades e… brincarmos. Há famílias valorizando presentes, compras, numa tentativa de suprir essa falta de tempo com os filhos. “O que encontramos nas escolas e no consultório é essa inversão de valores. São adolescentes revoltados e sem abertura para o diálogo. Se todos os pais soubessem dos benefícios do brincar com seus filhos, certamente reveriam esse tempo ‘perdido’. Nada substitui a brincadeira entre pais e filhos, pois nessa hora de descontração há várias conquistas. Nessa relação gera-se confiança, auto-estima, segurança e estabilidade”, conta Andressa.

Segundo Maria Ângela Carneiro, coordenadora do Núcleo de Pesquisas sobre o Brincar da PUC-SP, “nas últimas duas décadas mudaram as formas de brincar, o espaço, o tempo…”. O brincar está cada vez mais restrito ao ambiente escolar. Assim como outras obrigações, os pais também estão transferindo às escolas o dever de brincar com os filhos. Isso é grave, e está acontecendo em função de os pais acreditarem que “o brincar é um simples passatempo… e não é”, atenta Maria Angêla. “Infelizmente muitas crianças intensificam, ou melhor, aprendem mesmo a brincar somente na escola”, revela Andressa. E aconselha, “o ideal é que a criança viva intensamente o brincar nesses dois sistemas em que convive: a escola e sua casa. Faz uma espécie de treino do brincar em casa, e aprimora a ação na escola”.

O adulto tem papel fundamental na construção do brincar. Nos primeiros anos de vida da criança, ele serve de modelo. Por isso a necessidade de que haja um incentivo à essa construção, para que a criança aprimore seu repertório. Não há regras, mas algumas dicas podem ser valiosas:

TEMPO – Pesquisas mostram que 30 minutos diários são suficientes. Na prática, o que vale é a qualidade desse tempo junto com os filhos. A quantidade dependerá da rotina de cada família. O aconselhável é que a brincadeira seja espontânea. O gostoso do brincar é a ausência de compromisso com a ação. Porém, existem famílias que precisam se organizar com o tempo, e estipular um horário para a brincadeira coletiva pode ser uma boa estratégia. “O importante é estar atento para que não se torne algo mecânico ou sem emoção”, salienta Andressa.

LOCALUm espaço acolhedor e que proporcione a livre imaginação e a criatividade, regado de muita atenção e afeto. Esse é o ambiente ideal para brincadeiras.

SUPORTEO brinquedo é a ligação do mundo da imaginação com o mundo real. Geralmente são os brinquedos que concretizam as ideias. Na hora de escolher um brinquedo é muito importante verificar a faixa etária e observar se corresponde a idade da criança. Isso irá atingir aos estímulos necessários para cada idade.

É importante também explicar sobre o que todos esses objetos significam, mesmo quando negativamente, por exemplo nos casos em que as crianças insistem com brinquedos que incitam a violência (arminhas, espadas, estilingues etc.). O diálogo deve ocorrer desde cedo. Incentivar jogos educativos e o resgate de brincadeiras antigas é uma boa dica!

É importante também respeitar o gosto da criança, não impôr a brincadeira do seu jeito; escutar as idéias que seus filhos têm; prestar atenção em seu filho, naquilo que ele gosta e naquilo que não gosta; estimular o contato físico, acrescentando à brincadeira muitos beijos, abraços e cócegas; respeitar a idade do seu filho e a melhor brincadeira que cabe ao momento.

“A brincadeira é a melhor forma de interagir com seus filhos. 
É nela que a criança revela seus sentimentos. 
Através do toque, do carinho, a criança se sente amada. 
Com isso você desenvolve segurança e auto-estima nos seus filhos, 
capacidades que o levarão ao seu crescimento pessoal.”
Andressa Schmidt Campos

— ♥♫ ♥ —


Essa matéria surgiu da minha busca por uma fórmula mágica que me introduzisse “de corpo e alma” na brincadeira com meu pequeno, e a encontrei! Fico muito feliz em transmitir aqui a vocês os 3 passos básicos para conquistarmos a capacidade de brincar novamente:

1º) que nós, papais, nos conscientizemos da necessidade de brincarmos com nossos filhos. Sim, é uma NECESSIDADE BÁSICA tal qual higiene e alimentação, em razão de todos os benefícios que já discutimos na matéria, principalmente o de vermos um baita sorriso no rosto das pessoinhas que mais amamos no mundo;

2º) que sintamos na pele como são gostosos esses momentos únicos com nossos pequenos. Ao sentirmos verdadeiro prazer, eles podem nos servir como válvula de escape para as tensões do dia-a-dia; e,

3º) último passo: que nos sintamos os maiores privilegiados do mundo por podermos retornar à nossa própria infância como numa passe de mágicas. Basta ativarmos o pó de pirlimpimpim que está bem guardadinho lá no fundo de uma de nossas gavetas internas e… pufff… começa a brincadeira e voltamos a sentir a felicidade inocente de sermos crianças novamente, mesmo que por alguns instantes! Isso é mágico mesmo, e com o tempo vamos aprendendo a ativar o “pó” mais facilmente e nos sintonizarmos ao universo de nossos filhos. Essa é apenas uma das grandes recompensas do brincar em família!

 

NOVIDADES NO TEAR!

O Fios de Tear nasceu em maio de 2011. De lá para cá os fios foram se desenrolando, tomando forma no tear, e se tornaram um bordado maior! O blog passou por mudanças conceituais. No próximo dia 08 de março ele deixa de ser um diário das minhas peripécias com o filhote para se tornar um VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO.

A cada quinzena teremos uma nova entrevista com profissionais da área infantil (professores, pedagogos, psicólogos, pediatras, atores, contadores de histórias etc.), respondendo às dúvidas de pais e responsáveis por esses grandes pequenos que iluminam nossas vidas! O objetivo do blog é ser um ponto de TROCA DE EXPERIÊNCIAS, facilitando o fluxo de conhecimento e permitindo, assim, uma vida em família mais leve, mais colorida, mais tranquila, mais divertida, mais saudável! Mais feliz!

Venha ao nosso coquetel de lançamento! Inscreva-se no site www.aldeiaco.com.br/eventos.
Segue abaixo a divulgação do evento. Conto com a presença de toda gente bonita!

Lançamento oficial do Fios de Tear!

 
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Publicado por em 19 de fevereiro de 2012 em construção, TECENDO AMOR

 

Lendo para bebês!

Lendo para bebês!

Esse post foi inspirado na Má (minha prima e mais nova mamãe da família)! Ela me escreveu sobre uma dúvida em relação ao incentivo à leitura nos pequenos. “Acredito muito que o hábito da leitura já pode ser introduzido na pessoa desde quando é bebê. Você lia para o Felipinho quando ele era bebê? Quando você iniciou? Gostaria de dicas de livrinhos, porque eu nem imagino qual é legal ou não. Aguardo ansiosamente sua resposta!”, escreveu a Marina! E é isso mesmo! Mãe é sempre ansiosa! Rs… 

Percebo que essa é uma dúvida bastante comum às mamães. Eu passei e passo por isso a cada ida à livraria ou biblioteca. Paro na frente da estante dos livros infanto-juvenis e fico uns minutos ali, meio abobada, sem saber pra onde correr os olhos… até que de repente vou encontrando um caminho, uma trilha no meio da mata fechada, reconhecendo bons autores e boas histórias. Tarefa que exige tempo. Pego os livros da estante (porque livro a gente vê com os dedos mesmo) e folheio. Leio um trecho aqui, outro ali. Quando a loja tem aquela poltroninha esperta então, sento e leio o livrinho todo. Analiso a história. Se ela passar pelo meu crivo, se eu considerá-la conveniente à idade e aos valores que espero passar ao meu filho, trago-a para casa. Isso vale também para compras pela internet. Faço a mesma coisa. Busco trechos dos livros (muitas editoras disponibilizam essa degustação), às vezes até faço o download da obra completa, para lê-la e, só depois da análise, comprá-la.

Vou colar aqui a minha resposta à dúvida da Marina, pode ser útil a outras mamães dedicadas! Segue:

    • Eu lia sim pro Fê quando bebê, mesmo que ele “não entendesse” a histórinha! É uma maneira do bebê ir se familiarizando com a sonoridade das palavras, com o vocabulário, com os desenhos dos livros e até com o próprio formato do livro. Nos cursos de contação de histórias sempre dizem que é muito importante a criança se familiarizar com o FORMATO do livro, e pra isso é legal ter livros espalhados pela casa, em lugares de fácil acesso à criança. 

      E lógico, exemplo é tudo, né?! Não tem melhor método para incentivar o hábito da leitura nos filhos do que os próprios pais terem seu momento de leitura em casa, e os filhos irem crescendo com esse hábito, vendo os pais lerem.

      Tem muuitos livrinhos bacanas, de bons atores. Em breve postarei no blog uma lista com indicações. Mas já adiantando alguns: Ruth Rocha, que com certeza você leu muito quando pequena; Tatiana Belinski… tem um livro do Chico Buarque que o Felipe simplesmente adora, o Chapéuzinho Amarelo.

      Nessa fase [o bebê dela tem apenas alguns meses...] seria legal explorar bastante as imagens. Livrinhos só de imagens. Você vai virando as páginas e comentando com o Ian sobre os desenhos. Livrinhos de banho são tudo de bom para os bebês! Conhece?! São de plástico, fofinhos, pra deixar a criança brincar enquanto está na bacia do banho.

       

 

Voa voa voa voa…

… avião!

Música boa ocupando todos os cantinhos de nossa casa! O cd repete e repete e repete no radinho do Felipe!

Domingo tivémos o prazer de assistir ao musical “Meu Pequeno Príncipe”, no Teatro Bom Jesus. Elenco lindo, cenário mágico, produção nota 10! E… é sempre bom trazer pra casa um pouquinho dos momentos mais bonitos que passamos na vida, né não?! Então, além de boas lembranças do espetáculo, trouxémos o disco “Sonho de Voar”, de Rosy Greca, trilha sonora do espetáculo. As composições são inspiradas nas personagens do livro “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine Saint-Exupéry. Letras que são uma delícia, pura poesia, encanto certo para adultos e crianças!


PAPAIS E MAMÃES, SUPER RECOMENDO MAIS ESSE TRABALHO DA ROSY GRECA!

 
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Publicado por em 15 de novembro de 2011 em CULTURA, diversão, histórias, livros, MÚSICA, teatro

 

Despertar a criança na criança!

Já virou clichê aquele papo de termos que “despertar nossa criança interior”. Ouvimos e lemos muito essa frase por aí. E concordo em gênero, número e grau. Quanto mais meus anos passam (e se aproximam dos 30!), mais vejo que não dá para levar a vida muito à sério. Temos que cumprir com nossas responsabilidades, sim… ainda mais sendo mães e pais. Mas o resto, meu amigo… a gente resolve com um belo sorriso no rosto e no estômago. Só que o papo aqui é outro: e quando é a própria criança que precisa despertar a criança que há nela?

Hoje tomei consciência do quanto devemos cuidar para que nossos pequenos não envelheçam antes do tempo. Na entrada do colégio do Felipe estava tocando aquela música da baratinha (Aaaaaaaaaaaaa barata diz que tem sete saias de filó por sinal, ô musiquinha pra se alojar num canto do nosso cérebro e não sair de lá nem por decreto!) e eu entrei cantando há há há hó hó hó… ela tem é uma só… há há há…….. até que escutei um desenxabido “pára, mãe”

— Ué? Por que “pára”? Não posso cantar? E… aaaaaaaa barata diz que tem…… lá rá rá rá rá rá rá…… (e desci a rampa da escola saltitando de mãos dadas com ele, que continuou meio vexado caminhando ao meu lado, mas foi… num sorriso que era mistura de querer rir e querer me esganar!). Um moleque de 5 anos com vergonha da mãe cantando e saltitando pela escola!!! Benza Deus, né… rsrs!

Naquela hora pensei o quanto somos tolhidos desde cedo, adestrados para seguir um ritmo em concordância com a sociedade… ritmo este que certamente não é nem o mais natural nem o mais saudável. Onde fica a originalidade? Há espaço para as diferentes personalidades nesse mundo esquisito em que vivemos?

Fezoca é uma criança espontânea, transmite muita alegria, tem liderança… portanto, é alguém original (e isso não é papo de mãe coruja!). Contudo, já demonstra alguns traços desse adestramento social. E é aí que entra meu papel: preservar ao máximo a inocência infantil do meu pimpolho, fazer todo e qualquer esforço para manter aqueles olhinhos brilhando, e… incentivar que entre na escola (e mais tarde no seu trabalho, no lar da família que for construir…) sempre “cantando e saltitando”!

 

Leitura e música!

São múltiplas as leituras possíveis! A leitura da boa música é das mais encantadoras! Hoje indico (mais que indico, reverencio, pois realmente vale a pena) O Teatro Mágico! Mostrei a meu filho (4 anos) um DVD [Entrada para Raros] dessa trupe incrível e ele simplesmente ficou fascinado, olhando a telinha sem piscar por quase 2 horas! Curtição em família! Letras lindas, inteligentes, trabalho feito com alma!

* Re-edição do post de 28/09/2010, escrito em meu blog Literatura Da Minha Aldeia. 
 
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Publicado por em 26 de agosto de 2011 em construção, cor, diversão, educação, família, MÚSICA

 
 
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